sábado, 13 de julho de 2013

Excêntrico.

Não tenho medo de ser excêntrico. Muito menos de me atrair pelo excêntrico. É muito fácil gostar de um par de olhos azuis, de uma pele perfeita, um nariz bonitinho pequeno e retinho um corpo escultural. A perfeição me entedia, me cansa, me deprime. Não que eu não sinta algum tipo de atração por um belo par de olhos azuis. Mas eu prefiro a profundeza de um olhar de olhos negros. Do angulo formado por uma face ossuda. Das costelas de uma pessoa magra aparecendo pela camisa. Das histórias que eu imagino por trás de uma cicatriz na boca. Da sombra que fica entre os dentes da frente espaçados de uma boca semi-aberta. Daquele sorriso com alguns dentes tortos e fora de esquadro. Das sardas de uma pessoa muito clara A perfeição é um padrão que todo mundo busca e segue. A imperfeição é o que completa, o que excita o que constrói um diferencial curioso e atraente que cria uma singularidade especial que no fim acaba tornando algumas pessoas imperfeitamente perfeitas.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O sorriso de Afrodite.



Um verdadeiro filho de Afrodite tem o encanto da mãe nos sorrisos. Isso mesmo, não em um sorriso mas em todos.
Naquele sorriso tímido de quem acabou de chegar e está com medo do silencio que fica quando o assunto termina, que me deixa cada vez mais nervoso. O sorriso de alegria de quem ganhou um presente inesperado, que me deixa com vontade de te mimar cada vez mais. O sorriso dado deitado no meu peito com a luz do por do sol que me deixa com muita vontade de te proteger. O sorriso safado que é tão constante e aceso que me deixa com vontade de nunca mais colocar as roupas. E o mais poderoso dos sorrisos dos descendentes de Venus. Aquele sorriso que dura uma fração de segundos e fica entre o momento em que meu corpo está pressionado nas barras de ferro do trapiche e antes da respiração que antecede o beijo. Esse é o sorriso que faz com que eu queira segurar sua mão e nunca mais soltar.