sábado, 13 de julho de 2013

Excêntrico.

Não tenho medo de ser excêntrico. Muito menos de me atrair pelo excêntrico. É muito fácil gostar de um par de olhos azuis, de uma pele perfeita, um nariz bonitinho pequeno e retinho um corpo escultural. A perfeição me entedia, me cansa, me deprime. Não que eu não sinta algum tipo de atração por um belo par de olhos azuis. Mas eu prefiro a profundeza de um olhar de olhos negros. Do angulo formado por uma face ossuda. Das costelas de uma pessoa magra aparecendo pela camisa. Das histórias que eu imagino por trás de uma cicatriz na boca. Da sombra que fica entre os dentes da frente espaçados de uma boca semi-aberta. Daquele sorriso com alguns dentes tortos e fora de esquadro. Das sardas de uma pessoa muito clara A perfeição é um padrão que todo mundo busca e segue. A imperfeição é o que completa, o que excita o que constrói um diferencial curioso e atraente que cria uma singularidade especial que no fim acaba tornando algumas pessoas imperfeitamente perfeitas.

Nenhum comentário: